Gestão da Qualidade


Conquistando Qualidade para o projeto.

Quem é que já não ficou horas, dias e talvez semanas fazendo manutenção de um sistema, tudo em prol do pleno atendimento aos anseios do cliente e usuários finais? Este momento de “manutenção eterna”, que ultrapassa o ciclo de vida de um projeto, conforme defendido em Gerência de Projeto, acabou se manifestando nas últimas décadas de forma tão predominante que o “Outsourcing”, ou melhor, conhecido como “alocação no cliente”, encontrou terreno fértil para prover soluções de T.I.

Primeiramente é necessário refletir que um projeto precisa resolver seus problemas e atender às expectativas dentro de seu período de vida, antes do seu término. Não é possível conceber que um projeto termine, sem alcançar seu objetivo, ou até mesmo que este projeto, antes de terminar, não consiga ser redefinido em seu escopo para que possa atender ao que é viável na realidade de seu contexto. Em um projeto o gerente se compromete a entregar 15 módulos, e, como garantir que será alcançada esta meta dentro do prazo e custo até então acordados?

Ora, no ciclo de vida de um projeto, as fases precisam ser contempladas. Cada fase precisa ter um planejamento para estimar sua execução. Perguntas como “O que deve ser construído nesta fase?”, “Como os artefatos desta fase irão contribuir para o projeto?”, “É viável a execução plena desta fase, diante das mudanças impostas ao projeto?” precisam ser respondidas.

Tanto no início quanto no término de uma fase, tem-se os marcos da fase. Um marco é a data de início ou de fim de uma fase. Normalmente o foco maior é para o fim da fase. Precisamos lembrar que, tão logo o projeto teve seu primeiro orçamento aprovado, e de fato a despesa do projeto está respaldada em um aceite do cliente na Proposta de Desenvolvimento, o gerente deste projeto investe esforço para gerar os planos de projeto. Nestes planos precisa estar registrado como será o cumprimento da meta maior, a da entrega de 15 módulos, dentro de um prazo e custo acordados, mediante o cumprimento de objetivos e metas parciais.

Voltando ao Marco da fase, pode-se resumir que é neste momento, que ocorre a Avaliação de Fim de fase, que o gerente questiona os planos de projeto. A ordem cronológica dos eventos em um projeto passa por Planejar, Executar e Controlar. No início do projeto, planos são gerados, e nestes planos estão descritos os objetivos, premissas, restrições para cada fase do projeto, porém tudo é estimativa. Logo, tudo é algo previsto, e não se pode presumir que uma previsão ou estimativa será sempre correta. Logo, garantir que está sendo tudo executado conforme planejado, ou até mesmo detectar que precisa de um replanejamento, passa por um esforço persistente e complexo de Controle. Na avaliação de fim de fase é proporcionado um momento de controle, de percepção da performance do projeto, comparando o planejado com o que foi efetivamente executado.

Mas a visão simples e linear que prevê estes questionamentos somente ao fim de cada fase demonstrou não ser eficiente. O gerente de projeto por muitas vezes precisa planejar, precisa prever que é crucial executar uma breve avaliação a fim de checar como foram os resultados de determinadas atividades executadas até a data desta reunião por ele marcada. Esta reunião poderia ser caracterizada aqui como um Ponto de Controle de projeto.

Para não estendermos muito aqui nosso papo, fica a mensagem que a abordagem básica é promover avaliações de fim de fase e pontos de controle ao longo do ciclo de vida de um projeto.

Continuaremos no próximo artigo. Até lá!

Marcelo Jacintho
marcelo.jacinto@internativa.com.br